Fusão entre PSL e Democratas pode gerar o maior partido político do Brasil

Deputados e senadores do Partido Social Liberal (PSL) e do Democratas se reuniram para definir a fusão das duas legendas e formar um único partido, que deve se chamar União Brasil. No entanto, para começar de fato a existir, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisa aprovar a fusão.


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A expectativa é de que a resposta do TSE seja dada até o fim do ano.  O deputado Nereu Crispim (PSL-RS) apoia a junção dos dois partidos e deve se filiar à nova legenda. “O União Brasil vai recepcionar todas as ideias que apontem como o Brasil vai sair desta pandemia, acreditando na ciência e que é possível fazer um Brasil diferente de oportunidade”, ressalta o parlamentar. A fusão foi determinada após convenção feita em Brasília entre os dirigentes dos dois partidos. Com a junção, o atual presidente do PSL, Luciano Bivar, seria o presidente do União Brasil. Já ACM Neto, atual presidente do DEM, se tornaria o secretário-geral. O deputado coronel Tadeu, do PSL de São Paulo, não concorda com a fusão e deve fazer parte de outro partido em 2022. “Para o meu projeto político, eu tenho tentado a reeleição. Ele não interessa e eu devo me desfiliar assim que a fusão for concretizada, aproveitando o prazo de 30 dias que é aberto a todos os parlamentares que estão filiados”.  Caso a fusão seja aprovada pelo TSE, o União Brasil pode se tornar o maior partido do país. O PSL e o Democratas, juntos, somam mais de 80 deputados federais, sete senadores, entre ele o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e quatro governadores. Além disso, a legenda teria um fundo partidário na casa dos R$ 160 milhões. Para o cientista político Valdir Pucci, a fusão é uma estratégia de sobrevivência dos dois partidos, sobretudo do PSL, que deve perder parlamentares. “O PSL terá baixas, já teria naturalmente porque cresceu justamente em torno do fenômeno em 2012 e que não ocorrerá em 2022. Então, a tendência do PSL já era perder deputados com saídas ou nas eleições. Dentro desse processo, o que o PSL está tentando fazer é sobreviver politicamente sem o bolsonarismo, encontrando a solução junto ao Democratas”, explica Pucci.  A expectativa dos dirigentes do União Brasil é lançar um político conhecido nacionalmente como candidato à presidência do país em 2022. O nome mais cotado é Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado Federal.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Michel Jesus / Câmara dos Deputados