Ministério da Educação anuncia novo modelo de ensino médio com profissionalização dos alunos

O Ministério da Educação (MEC) lançou um programa de apoio financeiro para implementação do itinerário formativo. Este programa vai permitir ao estudante do ensino médio que ele aprofunde o conhecimento em mais de uma área do interesse dele. Uma destas etapas será concretizada em 2022, em mais de quatro mil escolas espalhadas pelo país. O governo vai repassar R$ 360 milhões para estas escolas.


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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que esta nova opção curricular do ensino médio vai priorizar áreas estratégicas para o Brasil e direcionar o estudante à universidade. Para o advogado especialista em Direito Constitucional e pós-doutor em Direito, Marcus Firmino Santiago, este programa pode reduzir a evasão escolar e preparar o jovem para o mercado de trabalho com a profissionalização. “Os chamados itinerários formativos permitem aos estudantes, que quando chegam a este nível de ensino, escolher grandes áreas de formação. A justificativa para os itinerários formativos é o incremento do interesse do aluno em relação ao curso e, com isso, uma tentativa de reduzir desistência, evasão, que tem sido uma marca no ensino médio. Também se busca, com esse modelo, melhorar a formação técnica, a formação e a preparação profissional dos estudantes, em alguma medida, resgatando o antigo segundo grau técnico que já tivemos no país”.Ele destaca a importância de destinar verbas para a implantação deste modelo de escola. Segundo Marcus Firmino, o valor é pequeno diante do número de escolas escolhidas para o programa itinerário formativo, mas é o começo. “Este programa prevê alguns eixos de ação, onde se destaca o apoio técnico e financeiro para a implementação do modelo estabelecido na legislação pelas várias redes de ensino estaduais. Então, tem o primeiro eixo, que fala do financiamento, que são materiais de consumo, contratação, prestação de consumo, compra de equipamento mobiliário. O aparelhamento das escolas vai começar com a aplicação dos itinerários formativos”. Marcus Firmino ressalta que é preciso que o Ministério da Educação leve em consideração as necessidades de cada região do país na hora de implantar o programa itinerário formativo. “É fundamental o respeito à adversidade e o reconhecimento de que existem necessidades diferentes em cada região. Precisam ser olhadas com muita atenção, com muito cuidado pelas secretarias estaduais de educação. De toda forma, é um avanço perceber que finalmente a ABNCC está começando a ser aplicada no plano do ensino médio, depois de um atraso preocupante e significativo. Esperamos agora que não se parta para o extremo oposto. Uma aplicação açodada, corrida, sem o debate necessário e a avaliação necessária, sobre a eficiência das medidas que estão sendo adotadas”. Com este modelo, o chamado itinerário formativo, após o estudante concluir a formação, ele poderá escolher a área. O aluno terá cinco opções, como matemáticas e as tecnologias, linguagens e as tecnologias, ciências da natureza e as tecnologias e ciências humanas e sociais aplicadas. O quinto itinerário prevê a formação técnica e profissional.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil