Combustíveis e energia elétrica puxam alta da inflação para 9%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e o levantamento aponta a variação de preços de produtos e serviços ofertados. A pesquisa apontou o que o consumidor já sentia no bolso: o combustível e a energia elétrica foram responsáveis pelo maior aumento de preço neste ano. 


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Com isso, a inflação subiu quase 1% e, de acordo com o IBGE, é a maior taxa para o mês de agosto desde 2000. No acumulado, a inflação foi elevada para 9%. Para o economista Alexandre Pires, a alta da inflação tem vários fatores. “É um índice bastante elevado, que tem vários fatores explicativos. Claro que os componentes já estão descritos, a maioria são ligados a combustíveis para uso doméstico e veicular. Há também inflação ligada à venda de automóveis em razão da crise dos semicondutores, que diminuíram a venda de automóveis no mercado”, explica. Os alimentos também ficaram mais caros.  As maiores altas foram nos preços da batata inglesa, que registrou aumento de quase 20%; do café, que aumentou 7,5%; das frutas, que estão quase 4% mais caras; e da carne, que mais uma vez aumentou o preço e está quase 1% mais cara. O economista César Bergo deu algumas dicas para o consumidor: “É importante escolher os produtos de época, porque o preço deles estará bem menor. Faça uma cesta de compras que leve em consideração a produção agrícola, a safra, aí você vai encontrar produtos mais baratos”, ressalta.  Antigamente, o administrador Célio Silva fazia compras e durava o mês inteiro. Agora, com a alta do preço de produtos básicos, mal consegue fazer as compras da semana. “A cesta básica, no geral, é um peso exorbitante, principalmente para as famílias de baixa renda que estão uma época muito difícil”, lamenta. “Antes, com R$ 100 você comprava 4 ou 5 quilos de carne. Hoje, com 100 reais você compra 3 quilos, praticamente. Se for uma carne de segunda, você não compra quase nada”. 

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Geraldo Magela/Agência Senado