Medicamento liberado pela Anvisa para a Covid-19 evita avanço da infecção em pessoas no estágio inicial

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de mais um medicamento no país para o enfrentamento da pandemia da Covid-19. Desta vez, a Anvisa deu o aval para o uso, em hospitais ou sobre prescrição médica, do medicamento Sotrovimabe. Este é o quinto medicamento aprovado pela Agência para o combate da doença no país.


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Os estudos clínicos analisados pela Anvisa apontam que o Sotrovimabe é um medicamento eficaz para evitar a evolução da doença em pessoas já infectadas pelo novo Coronavírus. No mundo, tanto a Agência de Vigilância Sanitária dos Estados Unidos, quanto a europeia, já deram aval para o uso do medicamento. A relatora do processo na Anvisa, a diretora Meiruze Freitas, detalha como funciona do Sotrovimabe. “O Sotrovimabe é um anticorpo monoclonal feito em laboratórios, que inibe a capacidade do sistema imunológico de combater o vírus, atua especificamente direcionado contra a proteína Spike SarsCov 2, e é projetada para bloquear a ligação do vírus e a sua entrada nas células humanas. O Sotrovimabe é um anticorpo neutralizante humano que contém modificação projetada para melhorar a biodisponibilidade na mucosa respiratória e aumentar a sua meia-vida. A biotecnologia farmacêutica envolvida no desenvolvimento cria uma barreira para seleção de variantes resistentes in vitro, e permite que o Sotrovimabe mantenha atividade, in vitro, contra cepas mutantes do SarsCov 2”. De acordo com a Anvisa, o medicamento não pode ser utilizado em pessoas com estágio avançado da Covid e o uso em gestantes e puérperas deve ser cauteloso. O gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Agência, Gustavo Mendes, explica para quem o medicamento é importante. “Esse produto tem uma indicação terapêutica no tratamento da Covid, então precisa ficar claro que o estudo que nós avaliamos tem por objetivo o tratamento em adultos ou pacientes pediátricos acima de 12 anos, com peso mínimo de 40 quilos, que não necessitam de suplementação de oxigênio, que já estão infectados pelo vírus, com confirmação em laboratório. A ideia é que as pessoas que já estão contaminadas, estando em casos leves ou moderados, e que apresentam alto risco de progressão para Covid-19 nas formas graves, se beneficiariam deste anticorpo”, salienta Gustavo Mendes.  O pedido de autorização emergencial do Sotrovimabe foi protocolado em 19 de julho deste ano pela farmacêutica britânica Glaxosmithkline (GSK) no Brasil.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Divulgação/Anvisa