Governo pode estender o Auxílio Emergencial até setembro, mas terá que gastar acima do teto previsto no orçamento

O Auxílio Emergencial está previsto para acabar em julho, mas o governo sinaliza com a possibilidade de pagar por mais dois ou três meses. Só que para isto acontecer, precisa de dinheiro. O valor necessário para estender o pagamento do benefício é de R$ 9 bilhões por mês, mas o governo tem R$ 7 bilhões no orçamento. O ministro da Economia, Paulo Guedes, prevê um gasto de R$ 11 bilhões acima do teto de gastos com a nova etapa do auxílio. Para o professor de economia, Newton Marques, o ministro está vendo resultados positivos ao conceder estes recursos por meio do benefício, porque este dinheiro circula no mercado. “E com isso, ele pode conseguir um crédito extraordinário e ficar fora do teto dos gastos.


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O governo está sentindo que estes gastos com o auxílio têm permitido uma reativação de parte da economia e ao mesmo tempo cria emprego e renda para as pessoas que estão sentindo mais com essa pandemia”, ressalta Newton. De acordo com o professor de economia José Luiz Oreiro, em abril deste ano, quando o governo aprovou o pagamento da segunda etapa do Auxílio Emergencial, especialistas alertaram para que o governo não fechasse um valor. Segundo ele, agora o governo deverá fazer uma Emenda Constitucional, caso prorrogue o auxílio por mais um período. “Quando foi votada a PEC emergencial em abril deste ano, muita gente já havia alertado ao ministro da Economia sobre a necessidade de não deixar um valor fechado na PEC, e já aprovaram R$ 44 bilhões para o benefício.

O grande debate que se coloca hoje é se essa renovação, que é necessária, diga se de passagem, vai precisar ou não de uma nova Emenda Constitucional. Tem muita gente dizendo que precisa”.  O ministro Paulo Guedes acredita que o auxílio seja encerrado em setembro deste ano, quando a população adulta estará vacinada e poderá retornar ao trabalho com segurança.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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