Governo anuncia que vai zerar impostos federais sobre Diesel e gás de cozinha

O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou, em transmissão ao vivo na internet, que vai zerar os impostos federais sobre o Diesel e o gás de cozinha. Ao criticar a política de preços da Petrobras, o presidente afirmou que a estatal vai passar por mudanças. “A partir de primeiro de março não haverá qualquer imposto federal no Diesel por dois meses. Nestes dois meses nós vamos estudar uma maneira definitiva de zerar este imposto no Diesel, até para ajudar a contrabalancear este aumento, no meu entender, excessivo da Petrobras”, explica o presidente, informando que não pode interferir na estatal, mas que alguma coisa vai acontecer nos próximos dias. “Você tem que mudar alguma coisa”, salienta.


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Atualmente o percentual dos impostos federais no valor total do litro do Diesel é de 9%. No caso do gás de cozinha, é de 3%. Na quinta-feira (18) a Petrobras anunciou o quarto aumento seguindo de preços nas refinarias.

No Rio Grande do Sul, o reajuste será de 9,9% no valor da Gasolina e de 14,7% no litro do Diesel. Isso significa que o posto de combustível vai pagar 22 centavos a mais no litro da Gasolina e 33 centavos a mais no Diesel.

William Baghdassarian, professor de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), explica que o preço final do combustível é influenciado por vários fatores. “A gente tem que lembrar que o preço da Gasolina e o preço do Diesel, na bomba, é composto por várias coisas: tem o preço da Gasolina na Petrobras, depois o preço da Gasolina sobre uma tributação por vários impostos, tem alguns custos de transporte e depois, quando chega ao posto, tem a margem dele”.

Para o economista Cesar Bergo, cálculo que impacta diretamente no bolso do consumidor. “Com relação aos usuários que necessitam diariamente do veículo, esse é um grande risco que as pessoas estão correndo de um desequilíbrio no seu orçamento. É necessário um replanejamento, usar o carro naquilo que é necessário. De qualquer forma, muitos deles vão repassar esse preço nos produtos que eles transportam. O frete fica mais caro e dificulta a vida da população em geral, gerando uma insegurança e mais inflação em função do aumento dos preços”.

Ao lado do presidente da República, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que a redução no PIS/CONFINS por dois meses é uma medida emergencial, enquanto o governo estuda formas de evitar que o preço dos combustíveis fique tão instáveis.

Sem dar uma previsão de data, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou a possibilidade de reduzir impostos para a Gasolina, que hoje representa 89 centavos do preço total do litro.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Flávio Emanuel / Agência Petrobras

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