Governo e Congresso debatem nova etapa do Auxílio Emergencial

O Governo Federal articula com o Congresso Nacional a aprovação de uma nova etapa do Auxílio Emergencial, e a previsão é que o governo pague parcelas de R$ 250 para aproximadamente 40 milhões de pessoas a partir de março. O benefício é esperado no país pela população que teve a renda afetada pela pandemia da Covid-19.


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O número é bem menor do que a quantidade de pessoas beneficiadas com a etapa anterior do auxílio. De acordo com o Ministério da Cidadania, mais de 67 milhões de brasileiros sacaram alguma parcela da ajuda em 2020. A redução na abrangência do programa é por conta de um pente-fino que o governo pretende fazer nos cadastros do benefício.  

Em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, se encontraram com os presidentes da Câmara e do Senado para mais uma rodada de negociações. O senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado e do Congresso Nacional, informou que a aprovação do auxílio está dependendo de medidas emergenciais que serão avaliadas pelos parlamentares. “Ficou ajustado hoje, na reunião de líderes do Senado, que dentre muitos projetos que nós vamos pautar na semana que vem, será pautada a PEC Emergencial. O parecer será apresentando pelo senador Márcio Bittar de hoje até segunda-feira, e esta aprovação pelo Senado Federal permitirá, através de uma cláusula de orçamento de guerra, uma cláusula de calamidade, que se possa ter a brecha necessária para implantar o Auxílio Emergencial no Brasil”, salienta.

Já o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, reforça que a Casa dará a atenção necessária para as pautas prioritárias do governo, sem deixar de lado assuntos relacionados com a Casa, entre eles a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-SP). “Essa reunião de hoje (serviu) para que nós continuemos a tratar dos assuntos que são importantes para o Brasil. As PEC’s que tramitam no Senado, as que tramitam na Câmara e o Auxílio Emergencial, além das vacinas e da pandemia”, salienta o deputado, comentando que todos os outros assuntos são laterais. “A nossa democracia é forjada em firmeza de posição de instituições e nós, com isto, damos uma demonstração clara para toda a população que enfrentaremos os problemas. Eles se acomodam gradativamente com o tempo, mas as pautas que foram traçadas pelo Governo Federal, pela Câmara e pelo Senado continuarão firmes, sem obstáculos, para que as suas discussões e aprovações aconteçam o mais rápido possível nas duas Casas”.

O Auxílio Emergencial foi criado para ajudar quem teve a renda afetada ou zerada por conta da pandemia. O governo pagou cinco prestações de R$ 600 e mais quatro parcelas de R$ 300. O benefício é voltado para desempregados, trabalhadores informais, microempreendedores individuais e beneficiários do programa Bolsa Família.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Agência Brasil

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