Governo federal estuda reforma ministerial

Com a vitória do deputado Arthur Lira (PP-AL) na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, o presidente da República Jair Bolsonaro estuda agora uma reforma ministerial para acomodar os deputados que apoiaram Lira na campanha, o chamado Centrão.


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O Ministério da Cidadania, responsável por programas como o Bolsa Família, e o Ministério da Economia, de Paulo Guedes, devem passar por mudanças. Além disso, é possível que seja recriado o Ministério da Indústria e Comércio Exterior.

A negociação de vagas no governo para ter apoio em grandes projetos é uma pratica antiga na política. Para o cientista político do Ibmec, Ricardo Caichiolo, medida que garante o andamento de pautas do Palácio do Planalto. “Na verdade, a reforma ministerial auxilia o governo em termos de condições de dar prosseguimento a pautas que ele quer emplacar tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal, principalmente voltadas para a agenda econômica do governo (reformas Administrativa e Tributária). Então, o fato de ter conseguido emplacar os presidentes tanto na Câmara quanto no Senado, isto favorece o governo e a reforma ministerial tem total relação com essa vitória”, explica Ricardo, ressaltando que essa reforma ocorre graças ao apoio dos partidos do Centrão. “Então, o que se espera em termos de reforma é que no primeiro momento haja indicação de parlamentares ligados ao Centrão tanto para a condução do Ministério da Cidadania quanto para a condução do Ministério de Desenvolvimento Regional”.

A reforma ministerial não deve ser a única mudança no governo. Onyx Lorenzoni, atual ministro da Cidadania, deve voltar para a secretaria-geral da Presidência da República. Os deputados mais cotados para assumir a pasta são Márcio Marinho; João Roma (Republicano-BA) e Lafayette de Andrada (Republicano-MG).

Além de agradar ao Centrão, a recriação do Ministério da Indústria e Comércio Exterior diminuiria o poder de Paulo Guedes no comando da “superpasta” da Economia. Porém, auxiliares do ministro dizem não acreditar na divisão.

Apesar disso, toda essa mudança só deve acontecer daqui 15 dias, depois do Carnaval.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Reprodução

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