Rodrigo Pacheco vence disputa pela presidência do Senado

O senador Rodrigo Pacheco (Democratas-MG) é o novo presidente do Senado Federal. Com 57 votos, Pacheco levou a cadeira da presidência. Sua principal adversária, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), ficou com 21 votos, e três senadores não votaram. Após a confirmação da vitória, Rodrigo Pacheco ressaltou a prioridade da nova gestão. “E com o foco da atuação legislativa, desde já buscaremos melhorias na saúde pública, desenvolvimento social e crescimento econômico do país. É isso que se espera do parlamento brasileiro, é isso que a sociedade deseja de cada um de nós”.


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O senador Jorginho Mello (PL-SC) acredita que o novo presidente da Casa está afinado com as pautas urgentes. “É preciso dar uma acalmada no jogo, né. A coisa está muito tumultuada, muito nervosa. Agora é se preocupar em apoiar o governo e cobrar sobre vacina, sobre compra de vacina, reforma Tributária e reforma Administrativa. Isto é imperioso. Nós temos que fazer o Brasil andar, cuidar da parte econômica, porque vai ter muito desemprego, vai aumentar as dificuldades, as empresas ainda não estão bem. Isto é determinante. Então, pelo que ele falou e confirmou no discurso dele, eu quero crer que ele (Pacheco) está afinado com os compromissos com o Brasil e com o Senado”.

Já o senador Lasier Martins (Podemos-RS) espera que o novo presidente mantenha a independência da Casa. “O Rodrigo Pacheco é muito articulado, agora, vai colocar em pauta essas grandes questões, como prisão em segunda estância, reforma do regimento, mudança do critério de indicação dos ministros do Supremo, principalmente se vai, realmente, tornar independente, não permitindo que o presidente Bolsonaro interfira nas pautas”.

O senador Álvaro Dias (Podemos-PR), que votou em Simone Tebet, ressalta a importância da independência do Senado frente ao Governo Federal. “O protagonismo que o Senado deve exercer é ético. Uma relação republicana com o executivo, uma postura de independência, certamente sem admitir invasão de competência, mas trabalhando pelo Brasil, portanto, contribuindo para que exista governabilidade”.

O cientista político Valdir Pucci lembra que apesar do alinhamento de Rodrigo Pacheco com o presidente Jair Bolsonaro, o mandato do Democrata pode trazer problemas para o executivo no futuro. “Uma vitória do Pacheco também é uma vitória do Centrão, o que, no futuro, dependendo dos índices de popularidade do presidente, pode significar, também, um problema. Pode significar uma dificuldade para o presidente”.

Como presidente do Senado Federal, onde permanecerá por dois anos, Pacheco carreta grande responsabilidade. Será responsável, por exemplo, por pautar os projetos que serão votados no plenário da Casa; será o terceiro na linha sucessória da Presidência da República, ou seja, assumirá interinamente o Palácio do Planalto nas ausências do presidente Jair Bolsonaro, do vice-presidente Hamilton Mourão e do presidente da Câmara; como p residente do Congresso Nacional, é o responsável por pautar as sessões conjuntas do Legislativo, formadas por deputados e senadores, nas quais são analisados projetos orçamentários e vetos presidenciais.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Crédito da foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

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