POLÍCIA CIVIL CUMPRE BUSCA E FAZ TRÊS PRISÕES CONTRA O GOLPE DE “SEXTORSÃO”

A Polícia Civil deflagrou a operação “Sextorsão”, cumpriu um mandado de busca e fez três de prisões. Foi nesta quinta-feira (19), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

A ação foi realizada através da Delegacia de Polícia de Braço do Norte, no Sul do Estado, com o apoio das Delegacias de São Ludgero, Gravatal e da 6ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre/RS.


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Os criminosos criam perfis falsos (fakes) de garotas nas redes sociais e, a partir daí, passam a adicionar homens, na maioria das vezes de meia idade, e começam a trocar mensagens eróticas com eles. Durante as conversas, que são realizadas através do bate-papo de aplicativos, são trocadas fotos íntimas (nudes) entre a suposta garota e as vítimas, que são enganadas pelos autores do crime.

Depois, já de posse da foto da vítima, os golpistas entram em contato e se apresentam como pai da suposta garota, ou policial, informam que a menina seria menor de idade e exigem dinheiro em troca de não registrar a ocorrência (no caso do suposto pai), ou “arquivar” a denúncia (no caso do suposto e falso policial).

Caso a vítima não deposite a quantia em dinheiro exigida pelos criminosos, eles ameaçam expor toda a conversa aos familiares das vítimas, que, subjugados a essa situação, acabam efetivando os depósitos. Nos casos investigados pela Delegacia de Polícia Civil de Braço do Norte, após a reunião dos elementos informativos e de provas, foi possível inferir que a trama partiu de uma organização criminosa situada em Porto Alegre, com alguns integrantes já reclusos no sistema prisional.

Diante disso, foi representado ao Judiciário pela expedição dos mandados de busca e apreensão, bem como, pela prisão dos três investigados, os quais foram cumpridos nesta quinta-feira.

Segundo o delegado Eder Matte, um inquérito policial foi instaurado para apurar o crime de extorsão, o qual ocorre quando alguém constrange uma pessoa, mediante violência ou grave ameaça, com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, conduta com pena de 4 a 10 anos de reclusão. Os presos permanecerão à disposição da Justiça.

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