TSE diz que testes feitos nas urnas eletrônicas não põem em risco as eleições de 2022

Durante seis dias, 26 especialistas em tecnologia da informação tentaram acessar as urnas eletrônicas e não conseguiram identificar possíveis falhas de segurança. O resultado foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os técnicos colocaram 29 planos de ataques ao sistema da urna eletrônica. Foram encontradas cinco falhas que deverão ser corrigidas antes das eleições de 2022, segundo o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso. Ele destacou que nos outros 24 testes, os investigadores não conseguiram ultrapassar nenhuma barreira de segurança. Barroso afirmou que o ataque que causou maior preocupação foi o da Polícia Federal, mas não houve risco de que o voto fosse alterado. Para o professor de Direito Eleitoral, Alberto Rollo, estes ataques ao sistema da urna eletrônica foram bons para acabar de vez com as possíveis dúvidas de que os votos podem ser modificados. “Foram 26 entidades, dentre as quais apenas um partido político. E qual foi o resultado disso? Esses 26 técnicos realizaram 29 ataques e nenhum desses ataques foi bem sucedido no sentido de mostrar que o sistema da urna eletrônica é vulnerável. Que pode ser manipulado, que pode ser, de alguma maneira, alterado”, afirma. Alberto Rollo afirma que o brasileiro estará seguro para votar nas próximas eleições, sem qualquer suspeita de que o voto dele será destinado para um outro candidato. “Nesses cinco achados, vão ser feitos os testes novamente, incluindo esse da Polícia Federal de maneira a solucionar, ou seja, o ideal é que eles não mais aconteçam. A Polícia Federal, por exemplo, conseguiu ultrapassar o sistema, umas das barreiras da urna eletrônica, mais o ministro Barroso deixou muito claro que tanto a Polícia Federal, quanto os outros achados, nenhum deles é passível de alterar os resultados das urnas. Então, ninguém pode mexer no número de votos. Ninguém pode tirar um voto daqui e colocar ali. Tirar mil votos dali e acrescentar mil votos para outro candidato. Ficou bem claro. Isso, não aconteceu”, sinaliza. A comissão avaliadora fará um relatório para indicar quais foram estas cinco falhas e qual é a relevância de cada uma. O ministro Luís Roberto Barroso disse que nestes 29 ataques feitos por 26 técnicos, eles tinham acesso a urna eletrônica, aos programas e o código fonte, algo que um hacker, o invasor não tem.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Foto: Luís Roberto Barroso

Crédito da foto: Carlos Moura/ STF