Câmara dos Deputados vai analisar novo piso salarial da enfermagem aprovado pelo Senado

A Câmara dos Deputados irá analisar o projeto de lei que modifica o Piso Salarial Nacional de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. O Senado Federal aprovou um piso salarial de R$ 4.750 mil para a profissão de enfermeiro. Para a profissão de técnico de enfermagem, o reajuste será de 70% do valor do piso dos enfermeiros, e para auxiliar de enfermagem, o reajuste no piso será de 50%, com base no mínimo da enfermagem. Além disso, o texto modifica, também, a quantidade de horas mínimas semanais exigidas dos profissionais, que hoje é de 40 horas. O texto aprovado no Senado reduz esta exigência para 30 horas semanais. O projeto modifica a lei que regulamenta o exercício da enfermagem no Brasil. A relatora da proposta no Senado, senadora Zenaide Maia (Pros-RN), que é médica, destacou a importância destes profissionais especialmente durante a calamidade causada pela pandemia da Covid-19. “É um gesto de valorização da enfermagem brasileira. Mulheres e homens que arriscam suas vidas para salvar as nossas vidas. Quem estava no front, combatendo essa guerra da Covid, com recorde de quase 4 mil mortes por dia, número de guerra, eram os enfermeiros. Para este exército de combatentes, as palmas, os elogios e a nossa gratidão são bem-vindos, mas não são suficientes. O PL é uma vitória da mobilização das categorias da enfermagem brasileira”, ressalta. O autor da proposta, senador Fabiano Contarato (Rede-ES), destacou que apesar das modificações do texto original, a aprovação é um grande passo para os profissionais da enfermagem. “O que nós pensamos desses profissionais? Esses profissionais não querem ser chamados de heróis, porque a dignidade profissional passa, obrigatoriamente, pela dignidade salarial. Mas aprendi, também, que o ótimo é inimigo do bom. Se não deu para aprovar na íntegra o projeto que eu apresentei, hoje foi um passo”. De acordo com o texto, hoje, no Brasil, existem aproximadamente 2,4 milhões de enfermeiros regularmente trabalhando no país. A profissão é predominada pelas mulheres, 85%, e 53% deste total é composto por pretos e pardos. Após passar pela Câmara, se não houver alterações, o projeto segue para sanção presidencial.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Foto: senadora Zenaide Maia 

Crédito da foto: Jefferson Rudy/Agência Senado