Governo Federal orienta secretarias de saúde sobre nova variante do Coronavírus

O Ministério da Saúde está em contato com as secretarias estaduais e municipais de saúde para alertar os governantes sobre a nova variante do novo Coronavírus, a Ômicrom. O comunicado orienta as pastas para que façam notificação imediata caso haja detecção de casos da nova cepa. Na última sexta-feira (26) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata de voos que venham de seis países africanos. Depois de quatro horas de reunião, secretários-executivos de quatro ministérios aceitaram a recomendação da Anvisa. Para o infectologista Hemerson Luz, a medida é importante para evitar que haja casos desta variante no Brasil. “É uma precaução. O mundo todo está preocupado com essa variante e o Brasil tem que começar a pensar nisso. É uma mutação importante, várias mutações inclusive, principalmente na proteína spike, que se liga na célula hospedeira”, explica.  Para a Anvisa, a atenção deve ser dada aos voos que vêm da África do Sul, Bostsuana, Lesoto, Namíbia, Eswatini e Zumbábue. A Ômicrom é uma variante que, segundo os especialistas, é mais contagiosa e desenvolve cerca de 50 mutações. Ela foi detectada, primeiramente, na cidade de Pretória, na África do Sul. O Ministério da Saúde passou o fim de semana estudando quais estratégias vai adotar para evitar o contágio da variante Ômicrom. O secretário-executivo, Rodrigo Cruz, disse que o Governo Federal está preocupado com a situação. Por causa da descoberta, a bolsa de valores ficou abalada no mundo todo. No Brasil, a Ibovespa registrou queda de 3%. O economista Alexandre Pires explica o impacto da variante na economia do país. “É uma antecipação de frustrações de expectativas, que faz com que a pandemia continue num cenário mundial, ou menos dos próximos seis meses, a depender da resposta que a Europa vai dar”. A decisão dos secretários contraria a intenção do presidente Jair Bolsonaro, que disse não querer acatar o fechamento das fronteiras ou cancelar voos com nenhum país.

Por Luis Ricardo Machado

Rede de Notícias Regional /Brasília

Foto: infectologista Hemerson Luz 

Crédito da foto: RNR/Brasília